Terça-feira, 25 de Setembro de 2007
Vamos protestar!
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
PROTESTO CONTRA A IMPUNIDADE, DIA 18/09
Se você é contra a absolvição de Calheiros. Se você não confia mais no governo. Se você se decepcionou com a democracia brasileira, compareça.
É isso.
Encanadores evitam vazamento de informações
O caso Watergate possui relação com o não tão conhecido caso dos Documentos do Pentágono, sucesso de reportagem na década de 1970 nos EUA. Os dois escândalos culminaram na renúncia do Presidente Nixon.
Os Documentos do Pentágono consistiam de 47 volumes, com cerca de sete mil páginas, sendo três mil de narrativa história e quatro mil de documentos anexados. Apenas 15 cópias foram feitas e distribuídas, sendo que duas delas foram para a Rand Corporation. Daniel Ellsberg servia no Vietnã como funcionário do Departamento de Defesa, entre 1965 e 1967, quando teve acesso a uma das cópias que chegara para a Rand . Convencido de que o governo não estava sendo honesto e enganava a opinião pública, deixou vazar os documentos para o jornalista Neil Sheehan, do New York Times. Alguns dos “encanadores” (assim chamados por serem os responsáveis para evitar vazamentos de informações) da Casa Branca que foram pegos no edifício Watergate participaram um ano antes da invasão do consultório do psicanalista de Daniel Ellsberg, doutor Lewis Fielding. Os “encanadores” buscavam informações e documentos sobre nomes de possíveis conspiradores e os motivos e intenções de Ellsberg.
O jornalismo investigativo foi primordial para desvendar fatos relevantes acerca da política oculta do país. A sociedade visivelmente se deixava levar pelas opiniões dos grandes jornalistas e pelas constatações da mídia, a imprensa era um grande poder formador de idéias.
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
Monsieur Verdoux
Idem, EUA, 1947, de Charles Chaplin.
Monsieur Verdoux é o primeiro filme que realmente rompe com a maneira Chaplin de fazer comédia. Não só o contexto era outro, mas a cabeça do criador mudara. A idade o amadureceu, e Verdoux talvez seja o seu trabalho mais maduro, mais sóbrio, e, porque não, o mais filosófico. Chaplin discute nessa comédia de costumes a questão da moral, da ética.
Com o Crack da Bolsa, em 1929, o banqueiro Henri Verdoux é despedido. Arranja, então, um negócio próprio para suprir as necessidades: vira investidor da bolsa. Só que para continuar nesse jogo, dá o golpe em velhas solitárias. Em diversas cidades ao redor da França, ele se compromete com mulheres de pequenas rendas, e se apossa do dinheiro. Para isso, usa diferentes nomes.
A questão que ele aborda é: até que ponto o ser humano pode suportar uma vida de infelicidades?, e se o considerado moralmente errado é de fato errado. É-se condenado por uma convenção, não necessariamente uma lei. ‘Devemos questionar isso?’ é a pergunta que fica. Afinal, quem instituiu tais dogmas? Porque ele deve se submeter a eles?
Monsieur Verdoux trata, também, de escrúpulos. O próprio personagem mostra-se contraditório no seu discurso sobre livre-arbítrio e questionamento da moral em determinados casos quando ultrapassa as condições por ele colocadas. A jovem moça que ele ajuda em certa altura do longa de 2 horas é uma mera cobaia. Ele se mostra um “filantropo”, mas na verdade ela é um meio, uma maneira de descobrir se o químico é de fato potente. O encontro dos personagens se sucederá novamente, e sem ter servidão, despreza-a. Henri trabalha por conta própria, e não se importa com nenhum obstáculo. Seria essa uma crítica ao capitalismo? Chaplin foi perseguido na era do Macarthismo, sendo deportado no início da década de 50, por ser um crítico do modelo capitalista em vigor, por ter uma veia comunista. Chaplin nunca o foi. Querer dizer que toda crítica ao governo situacional é de esquerda, comunista, é balela. Os ditos filmes políticos de Chaplin – Tempos Modernos, O Grande Ditador -, vão além da crítica superficial; criticam os efeitos das instituições, criticam a alienação involuntária e o totalitarismo... O filme aqui em questão tem seu lado político, mas em seu tradicional discurso final, ele se reafirma na posição defendida, não recua. Apenas explica, de maneira categórica, aliás, o seu ponto de vista. O que ele faz, de fato, é mostrar o lado humano do que muitos julgariam um crápula.
Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
O Incrível Homem que Encolheu
Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007
Volta às aulas
(Falem a verdade, fiz ótimas analogias)
O blog de filosofia não poderia ficar de fora, e com a avaliação mais rigorosa que o professor prometeu para o segundo semestre, o rítmo mudará e a quantidade de textos aqui publicados será maior que antes. Mesmo que poucas pessoas (ou quase nenhuma) leiam o blog.
Atualizando os leitores (?), nesse terceiro bimestre apresentaremos nosso big seminário sobre Descartes e seu livro, o Discurso do Método. Boa parte dos posts serão sobre o texto, que dá o que falar.
Um bom segundo semestre a todos.

